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PF deflagra 3ª fase de operação que apura desvio de recursos públicos

ResumoA Polícia Federal deflagrou a 3ª fase de operação que apura desvio de recursos públicos. A ação cumpre mandados em três estados e mira organização criminosa suspeita de desviar verbas de programas sociais.

A Polícia Federal deflagrou a 3ª fase de operação que apura desvio de recursos públicos. A ação cumpre mandados em três estados e mira organização criminosa que teria desviado verbas de programas sociais.

HB
Heloísa Brandt
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PF deflagra 3ª fase de operação que apura desvio de recursos públicos
Foto: Imagem ilustrativa · Vistok

A Polícia Federal deflagrou a 3ª fase de operação que apura desvio de recursos públicos. A ação cumpre mandados em três estados e mira organização criminosa que teria desviado verbas de programas sociais.

PF deflagra 3ª fase de operação que apura desvio de recursos públicos

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) a 3ª fase de operação que apura desvio de recursos públicos. A ação cumpre mandados de busca e apreensão em três estados, mirando uma organização criminosa suspeita de desviar verbas de programas sociais. A investigação, que começou em 2024, já identificou prejuízo estimado em R$ 12 milhões aos cofres públicos.

A 3ª fase da operação, batizada de "Mãos Limpas", foi deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de desarticular um esquema de desvio de recursos públicos que envolvia servidores públicos e empresários. Segundo a PF, a organização criminosa atuava desde 2022, desviando verbas destinadas a programas de assistência social e infraestrutura.

Como a operação foi deflagrada

A ação desta quarta-feira mobilizou 80 policiais federais, que cumpriram 12 mandados de busca e apreensão em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A PF também cumpriu 5 mandados de prisão temporária contra suspeitos de integrar a organização.

De acordo com a investigação, o esquema funcionava com a criação de empresas de fachada para emitir notas fiscais falsas. Essas notas serviam para justificar pagamentos por serviços que nunca foram prestados. O dinheiro desviado era então distribuído entre os envolvidos.

Alvos da 3ª fase

A 3ª fase da operação mira especificamente um grupo de servidores públicos da Secretaria de Desenvolvimento Social, que teriam facilitado o desvio de recursos. Entre os alvos estão dois ex-secretários adjuntos e três diretores de departamento.

A PF também investiga a participação de empresários do setor de construção civil, que teriam recebido pagamentos por obras superfaturadas ou não executadas. Um dos empresários já havia sido alvo de operações anteriores da PF por crimes similares.

Histórico da investigação

A operação "Mãos Limpas" teve sua primeira fase em março de 2024, quando a PF cumpriu mandados em Brasília e em São Paulo. Na ocasião, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos que ajudaram a mapear o esquema.

A segunda fase ocorreu em setembro de 2024, com foco em lavagem de dinheiro. A PF identificou a compra de imóveis de luxo e veículos de alto padrão com recursos desviados. Naquela fase, foram bloqueados bens avaliados em R$ 8 milhões.

Próximos passos

Com a 3ª fase, a PF espera aprofundar as investigações sobre o destino dos recursos desviados. Os investigadores analisam agora documentos apreendidos para identificar outros possíveis envolvidos e novas contas bancárias usadas para ocultar o dinheiro.

A expectativa é que novas fases da operação ocorram nos próximos meses, à medida que as provas forem sendo analisadas. A PF também trabalha em cooperação com o Ministério Público Federal para oferecer denúncia contra os investigados.

Impacto da operação

A deflagração da 3ª fase da operação gerou repercussão no meio político. Parlamentares de partidos de oposição cobraram transparência nas investigações e pediram a criação de uma CPI para apurar o desvio de recursos públicos.

O governo federal, por meio da Controladoria-Geral da União, informou que acompanha as investigações e que adotará medidas administrativas contra os servidores envolvidos. A CGU também abriu procedimento para revisar contratos da Secretaria de Desenvolvimento Social.

Perguntas Frequentes

Quem são os alvos da 3ª fase da operação?

A 3ª fase mira servidores públicos da Secretaria de Desenvolvimento Social e empresários do setor de construção civil suspeitos de integrar organização criminosa que desviava recursos públicos.

Qual o valor do prejuízo estimado?

A investigação estima que o esquema causou prejuízo de R$ 12 milhões aos cofres públicos, valor que pode aumentar com o avanço das apurações.

Quantas fases a operação já teve?

A operação "Mãos Limpas" está em sua 3ª fase. A primeira ocorreu em março de 2024 e a segunda em setembro de 2024.

O que foi apreendido na operação?

Na 3ª fase, a PF cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão temporária. Documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos para análise.

A operação tem relação com outras investigações?

Sim. A PF investiga se o mesmo grupo também atuava em desvios de recursos de programas de saúde e educação. Novas fases podem ocorrer para aprofundar essas linhas de investigação.

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Heloísa Brandt

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