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Grito dos Excluídos: atos por moradia e contra violência

ResumoO Grito dos Excluídos, em sua 32ª edição, reuniu movimentos sociais em marchas por mais de 50 cidades brasileiras. As manifestações de 2024 priorizaram pautas de moradia digna e o combate à violência urbana. A mobilização busca pressionar o poder público por políticas habitacionais efetivas e por segurança pública que respeite direitos humanos.

Movimentos sociais realizaram a 32ª edição do Grito dos Excluídos com marchas em mais de 50 cidades. Entenda as pautas e como elas impactam sua realidade.

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Tatiane Rocha dos Santos
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Grito dos Excluídos: atos por moradia e contra violência
Foto: Imagem ilustrativa · Vistok

Movimentos sociais realizaram a 32ª edição do Grito dos Excluídos com marchas em mais de 50 cidades. Entenda as pautas e como elas impactam sua realidade.

Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos. Marchas e atos ocorreram em mais de 50 cidades, em todas as regiões do país, segundo os organizadores. O lema da edição foi "Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!".

As principais reivindicações incluíram moradia digna, reforma agrária, educação pública de qualidade, defesa do SUS, enfrentamento do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres, combate ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6x1.

Na capital paulista, os manifestantes percorreram o centro e encerraram com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, houve um café da manhã comunitário. A ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, afirmou à Agência Brasil que a liberdade só será plena quando não houver mais pessoas em situação de rua no país.

Frei David Santos, coordenador do cursinho Educafro, pediu a defesa da democracia para evitar interferência econômica nas eleições. Deuza Cordeiro de Lima foi ao ato protestar contra a violência policial, após seu filho Thiago ser assassinado em janeiro de 2023, no centro da capital. "Meu filho foi morto pela polícia, e seus assassinos estão livres", disse.

No Rio de Janeiro, a marcha cruzou a Avenida Presidente Vargas. Um grupo de ativistas levou teatro à manifestação, com esquetes defendendo a soberania nacional e a democracia. Julian Boal, pesquisador teatral e filho de Augusto Boal, coordenou a ação. Ricardo Pitta, do Movimento Quilombos Urbanos, criticou demandas "subordinadas ao calendário eleitoral".

O ato também incluiu críticas ao tarifaço dos EUA, defesa do fim da escala 6x1 e homenagem a vítimas da Ditadura Militar. Um grupo de cerca de 15 pessoas tentou hostilizar manifestantes, mas a PM interveio sem registro de confusão.

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Tatiane Rocha dos Santos

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