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Candidato Inácio critica crise no STF e cita PF no Acre

ResumoInácio Moreira, candidato ao Senado pelo PSOL no Acre, criticou a crise no Supremo Tribunal Federal durante sabatina da TV Rio Branco e defendeu apuração sem seletividade. Inácio Moreira afirmou que operações da Polícia Federal passaram a integrar o cotidiano político acreano, citando a presença da PF no estado.

Durante sabatina da TV Rio Branco, o candidato ao Senado Inácio Moreira (PSOL) defendeu apuração sem seletividade na crise do STF e afirmou que operações da Polícia Federal passaram a fazer parte do cotidiano político do Acre.

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Bruno Yamashiro
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Candidato Inácio critica crise no STF e cita PF no Acre
Foto: Imagem ilustrativa · Vistok

Durante sabatina da TV Rio Branco, o candidato ao Senado Inácio Moreira (PSOL) defendeu apuração sem seletividade na crise do STF e afirmou que operações da Polícia Federal passaram a fazer parte do cotidiano político do Acre.

O candidato ao Senado Inácio Moreira (PSOL) afirmou, durante sabatina da TV Rio Branco, que defenderia uma atuação do Senado diante da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Ao ser questionado sobre qual seria sua postura diante de eventuais irregularidades de integrantes da Corte, disse que autoridades também devem responder à Constituição e que erros precisam ser apurados.

A resposta direta que ele deu na sabatina foi esta: a lei vale para todos, independentemente do cargo, e o Senado não deveria ficar distante de uma crise que envolve instituições da República. A atuação parlamentar, segundo ele, deveria ocorrer dentro das atribuições constitucionais da Casa, com cobrança de transparência e apuração dos fatos.

"A lei é clara. Independente do cargo ou da função que o cidadão ocupe, ele tem que se submeter à nossa Constituição. A gente tem que preservar as instituições", afirmou.

Sobre a responsabilidade do Senado em relação ao STF, Inácio disse que, como senador, defenderia que os fatos fossem investigados e que houvesse responsabilização caso fossem comprovadas irregularidades. Ele criticou o que classificou como divulgação gradual de informações e defendeu que eventuais provas sejam apresentadas integralmente.

"Agora, no STF, quem errou tem que pagar. Não pode ser seletivo. Se tem provas, se tem celular, tem que ser revelado", declarou.

"Não pode ser revelar gradativamente conforme o bel-prazer do ministro do Supremo. Tem que revelar todos. O Brasil precisa ser passado a limpo", disse.

No Acre, PF na porta de secretarias

Durante a sabatina, Inácio levou a discussão para o cenário do Acre. Ao falar sobre investigações envolvendo agentes públicos e instituições estaduais, afirmou que operações da Polícia Federal passaram a fazer parte do cotidiano político do estado.

"Aqui no Acre ficou comum a Polícia Federal estar batendo na porta de instituições, inclusive de secretarias", afirmou.

O candidato citou uma investigação envolvendo recursos públicos e ressaltou que os investigados devem ter garantido o direito de defesa até uma eventual conclusão judicial.

"Todos têm direito de fazer a sua defesa até que se prove o contrário. Você tem que dar todos os direitos da pessoa se defender. Agora, o que não pode é ficar a impunidade", declarou.

Crítica ao tratamento desigual no sistema de Justiça

Inácio também criticou o que considera uma diferença no tratamento dado pelo sistema de Justiça a pessoas de diferentes condições econômicas. Segundo ele, enquanto pessoas pobres acabam no sistema penitenciário, indivíduos com maior poder econômico conseguem recorrer a estruturas jurídicas mais robustas.

"O que você vê no sistema penitenciário são pobres. Os ricos não estão no sistema penitenciário", afirmou.

Ao citar casos envolvendo ex-presidentes da República, Inácio defendeu que a aplicação da lei deve alcançar pessoas independentemente do cargo que ocupam. Segundo ele, quem de fato assalta o país deve responder pelos seus atos, com defesa garantida a todos até que haja conclusão sobre eventual responsabilidade.

Ele retomou a crítica ao STF e defendeu que a apuração de denúncias e a apresentação de provas ocorram sem seletividade.

"Quem errou tem que pagar. Agora não pode ser seletivo", afirmou.

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